quarta-feira, 1 de abril de 2020

‘O Brasil tem que parar’, diz Trump ao comentar conversa com Bolsonaro



Foto: MANDEL NGAN / AFP

Durante a entrevista coletiva diária para prestar informações sobre o combate ao coronavírus nos EUA, o presidente Donald Trump mencionou a conversa por telefone que teve com seu colega brasileiro, Jair Bolsonaro, pela manhã. Ao ser questionado sobre o telefonema por uma repórter, afirmou que o Brasil “precisa parar” e fez elogios ao governo.

— Ele (Bolsonaro) é um grande cara, fazendo um trabalho maravilhoso pelo Brasil. Foi um telefonema de cortesia. Ele tem um problema com o vírus, nos falamos esta manhã. O Brasil está parando, ele tem que parar. O mundo está parando, alguns países estão se saindo bem. Espero que possamos sair dessa mais fortes do que nunca.

Em nota divulgada depois da entrevista, a Casa Branca disse que os dois líderes “ressaltaram a importância de uma coordenação internacional e parceria contínua, incluindo o compromisso de trabalhar em conjunto no âmbito do G-20”. Sem mencionar medidas de distanciamento social, a nota afirma que “os líderes reiteraram a importância de diminuir o avanço do vírus e proteger vidas através do compartilhamento de informações, maior preparação e ações conjuntas para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos”. Por fim, os presidentes concordaram em adotar medidas para proteger o emprego e as economias — Trump ainda agradeceu pelos esforços para ajudar na repatriação de cidadãos americanos que estavam no Brasil.

Segundo o chanceler Ernesto Araújo, o presidente dos EUA se colocou à disposição para cooperar com o Brasil no que for necessário, incluindo em questões médicas e de logística. Araújo disse que os dois presidentes não falaram de medidas de distanciamento social ou da declaração dada ontem por Trump, sobre a possibilidade de a Casa Branca vetar voos vindos do Brasil.

— O telefonema foi basicamente para uma conversa de reconhecer o momento difícil e de trocar essa disponibilidade de cooperação — afirmou o chanceler.

Durante a coletiva na Casa Branca, o líder americano não mencionou as acusações feitas por vários países, inclusive o Brasil, de que os EUA estão comprando em massa da China itens usados no combate ao coronavírus, reduzindo a oferta global de máscaras e gorros. Mais cedo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que “demos um passo atrás” na aquisição desses itens fundamentais ao enfrentamento da Covid-19.

— Hoje os Estados Unidos mandaram 23 aviões cargueiros dos maiores para a China, para levar o material que eles adquiriram. As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder fazer o abastecimento, muitas caíram — afirmou Mandetta. — A gente espera que a China volte a ter uma produção mais organizada, e a gente espera que os países que exercem o seu poder muito forte de compra já tenham saciado as suas necessidades para que o Brasil possa entrar e comprar a parte para proteger nosso povo.

O Globo

terça-feira, 31 de março de 2020

Governo usará inteligência artificial para fazer consulta à distância e mapear riscos do coronavírus



Foto: REUTERS/Rahel Patrasso

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta terça-feira, 31, que a pasta vai começar esta semana a fazer um disparo em massa de ligações para fazer uma triagem à distância na população e acompanhar riscos de contaminação pelo novo coronavírus. A ideia é evitar uma sobrecarga no sistema de saúde.

“A gente fez um algoritmo com disparo de ligações para 125 milhões de brasileiros, ligado em um grande data center”, disse Mandetta durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

“Hoje a gente dispara as ligações. Então não se espantem se receberem as ligações, fazer uma consulta, vai te perguntando, você vai respondendo, e aí ela começa a acompanhar. O sistema com inteligência artificial vai triando, começa a acompanhar e dizer: posso te ligar daqui a oito horas, dez horas, 12 horas?”, explicou o ministro

O conjunto dessas informações vai permitir antecipar quem é do grupo e risco, que tem contato com quem, entre outras informações. Na prática, o governo quer reunir informações por meio desse recurso, para tentar rastrear o perfil das pessoas e, assim, identificar possíveis “zonas quentes” de contaminação pelo País, se antecipando a trajetórias da covid-19.

Estadão Conteúdo

segunda-feira, 23 de março de 2020

ANP reduz horário de postos de combustíveis durante pandemia do coronavírus




A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou nesta segunda-feira, 23, que os revendedores de combustíveis automotivos deverão funcionar, no mínimo, de 7 horas às 19 horas, de segunda-feira a sábado. Qualquer horário inferior deve ser solicitado e autorizado pela ANP.


A medida é temporária e estará em vigor enquanto durar a pandemia do coronavírus, avisou a agência.
Antes da resolução da ANP, que ainda será publicada, o funcionamento dos postos era das 6 horas às 20 horas.
Segundo a ANP, a redução se deve à menor carga horária de trabalho nos postos de abastecimento por causa da queda da demanda provocada pelo coronavírus.

domingo, 22 de março de 2020

Nova Cruz tem primeiro caso suspeito de COVID-19



A Prefeitura Municipal de Nova Cruz através de comunicado divulgado em carro de som pelas ruas da cidade, comunica aos munícipes a notificação do primeiro casos suspeito de COVID-19 no municio e pede que a população fique em suas residencias e só saia em caso de extrema necessidade, de acordo com informações pelo menos dois casos são suspeitos do no município, um encontrando-se em isolamento domiciliar enquanto o outro está na unidade hospitalar em tratamento aguardando os resultados dos exames.


Do Portal Nova Cruz 

sábado, 21 de março de 2020

Caern suspende cobrança para consumidores na faixa social




Foto/Reprodução

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), diante do cenário atual, decidiu pela suspensão da cobrança dos clientes da categoria social, a partir do faturamento de abril, uma vez que o faturamento de março já está encerrando. A definição segue por tempo indeterminado.

A medida é exclusiva para este perfil de cliente, observando se tratar de um público de baixa renda. Essa faixa de cliente é formada por pelo menos três requisitos da lista abaixo:


1. Usuário responsável pelo imóvel ser cadastrado em um dos programas sociais do Governo – Requisito Obrigatório.
2. Imóvel com área construída igual ou inferior a 50 m².
3. Existir no imóvel apenas um ponto de utilização de água, excetuando os destinados a descargas sanitárias.
4. Não possuir reservatório elevado.
5. Estar localizado em área urbana ou rural de baixa renda.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Isolamento por coronavírus muda padrão de consumo da internet no Brasil

Segundo especialista, uso diário fica mais parecido com o de um domingo: cresce durante a manhã, atinge um patamar à tarde e tem pico à noite. Aumento do tráfego está pouco acima do normal.



Coronavírus mudou padrão de uso da rede, dos escritórios e universidades para as residências. — Foto: Mario Alberto Magallanes Trejo/FreeImages

O isolamento social causado pelo coronavírus aumentou o consumo de internet e causou mudanças no padrão de consumo da rede. O tráfego de dados usados em conferências de vídeo, serviços de streaming, notícias e sites de comércio virtual subiu desde a declaração da pandemia — principalmente nos países mais afetados.

Segundo o IX.br, projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil que promove infraestrutura dos Ponto de Intercâmbio de Internet, houve um aumento do tráfego, mas nada fora do normal.

Governadora decreta estado de calamidade pública no RN em virtude da COVID-19




O Governo do RN editou outro decreto para enfrentamento à crise decorrente da pandemia do novo coronavírus/COVID-19. O documento assinado pela governadora Fátima Bezerra será publicado nesta sexta-feira (20) e decreta estado de calamidade pública para o Rio Grande do Norte, considerando – dentre outras razões – as repercussões que o período de quarentena, necessário para controle da doença, tem gerado para as finanças públicas.

O decreto se baseia no artigo 65 da Lei Complementar Federal nº 101, de 4 de maio de 2000 (a chamada Lei de Responsabilidade Fiscal – que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal) e leva em conta que a referida crise impõe o aumento de gastos públicos e o estabelecimento das medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública, de importância internacional decorrente da pandemia.

A crise gerada pela pandemia do vírus acentua estado de calamidade financeira no estado, reconhecido por meio do Decreto Estadual de número 26.689, de 2 de janeiro de 2019, ratificado pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Para atual decreto, editado por conta do novo coronavírus, será realizada uma votação em caráter extraordinário, já anunciada pelo presidente daquela casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza.

“Tomamos a iniciativa de enviar para Assembleia Legislativa um decreto que declara estado de calamidade pública em razão da pandemia da COVID-19. Essa iniciativa se soma às muitas que já tomamos desde que a pandemia se tornou motivo de preocupação para todos nós. Estamos trabalhando de forma incansável, 24 horas, numa verdadeira força tarefa, para proteger a saúde do povo do nosso Estado”, justificou a governadora.

Em diálogo com os mais variados segmentos da sociedade: trabalhadores, empresários, especialistas em saúde pública, o Governo do RN tem atuado em um conjunto de medidas para prevenir e controlar a proliferação do novo coronavírus no RN.

Em princípio, serão investidos R$ 40,5 milhões para controle da doença no RN, dentre os quais R$ 35,7 milhões irão para Saúde; R$ 1,8 milhão para Administração Penitenciária; e R$ 3 milhões para ações de defesa do consumidor pelo PROCON. A aquisição das tornozeleiras eletrônicas para impedir que a pandemia se alastre no sistema prisional contou com o auxílio de R$ 300 mil do Tribunal de Justiça (TJ).

“No campo da saúde, fechamos uma parceria com o Instituto de Medicina Tropical da UFRN para ampliarmos os testes diagnósticos, já que pelo Governo Federal recebemos um quantitativo inferior a 100 unidades para todo o RN”, afirmou Fátima. Outras medidas incluem a contratação de pessoal, via processo seletivo simplificado, para atender a maior demanda gerada em razão da pandemia, além da abertura de mais de 100 novos leitos de UTI.

domingo, 8 de março de 2020

São Paulo tem 1 milhão de carros roubados e furtados no Estado em cinco anos



Arte: R7

Os roubos e furtos de veículos no Estado de São Paulo ultrapassaram a marca de 1 milhão de casos entre 2014 e 2019, conforme boletins de ocorrência policiais registrados pela SSP-SP (Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo) e disponíveis no site oficial do órgão. Juntas, as duas categorias somam 3.5 milhões de crimes desde 2001, ano em que os dados oficiais passaram a ser contabilizados.

Na somatória dos crimes, o ano de 2014 registrou o maior número de casos (211.532) — o mesmo ano detém os recordes de casos separadamente: 122.769 furtos e 98.763 roubos de veículos. Nos anos seguintes, houve decréscimo gradual da quantidade de ocorrências: 189.349 (2015), 188.881 (2016), 172.793 (2017), 158.213 (2018) e 137.169 (2019).

Após o período destacado (2014-2019), os anos de 2013 e 2001 concentram os maiores índices de ocorrências no Estado quando se contabiliza — somados — os dados de furtos e roubos: 215.510 e 215.011, respectivamente. Em 2008, foi verificado o menor volume de crimes: 159.124.

“O aumento da frota, a dimensão continental do Brasil, o alto preço das peças, dos veículos, a corrupção por parte de uma minoria de funcionários, que deveriam fiscalizar a frota de veículos, aliado a um grande mercado formado por pessoas que não se importam com a origem criminosa do bem, concorrem para o quadro atual”, avalia o consultor em segurança pública Marcos Carneiro de Lima, ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo.

O especialista ressaltou que os números coletados pelo governo paulista são bastante próximos da realidade, porque o índice de comunicação de ocorrências que envolvem veículos é de quase 100%, fato que não se verifica em outros crimes. “Por causa do seguro e da cautela do cidadão de não se ver envolvido com a utilização criminosa do seu veículo”, explicou.

Crime lucrativo

Marcos Carneiro de Lima afirma que o avanço da tecnologia no setor automotivo, com a criação de dispositivos e sistemas de segurança mais eficazes, não tem conseguido impedir a ação das quadrilhas especializadas neste tipo de crime. “Os veículos estão mais sofisticados, mas os criminosos têm conseguido burlar os sistemas. É o eterno jogo de gato e rato”, disse.

A expectativa pelo lucros altos e a demanda por peças e carros ilegais — produtos mais baratos e obtidos sem burocracia — mantêm as quadrilhas de criminosos em atividade constante.

“Várias leis foram criadas, bem como as delegacias especializadas. [Também há] a marcação do chassis em diversas partes do veículo ou um maior rigor no controle dos desmanches. Mas, a lei da oferta e da procura, mais a ideia de que o crime é lucrativo e a sensação de impunidade, fomentam este tipo de criminalidade”, acrescentou o consultor.

Destinos marcados


De acordo com Marcos Carneiro de Lima, parte dos produtos furtados e roubados é “picada” para ser negociada em desmanches ilegais. Mas há outros destinos certos para os produtos no mercado clandestino de veículos. “Depois de adulterados, os ‘dublês’ são vendidos nos diversos Estados brasileiros”, revelou.

Ainda conforme o consultor em segurança, as quadrilhas especializadas utilizam caminhões-cegonha para transportar os carros ‘dublês’ para o Estado do Paraná, onde são comercializados ou deixam o país pela fronteira com o Paraguai. “Em 2011 ou 2012, o 7º DP, da Lapa [zona oeste paulistana], fez um excelente trabalho desbaratando uma quadrilha”, complementou.

Quantidade de veículos em São Paulo


De acordo com os dados do Ministério da Infraestrutura do governo federal, atualizados em fevereiro de 2020, a frota do Estado de São Paulo é 30.131.254 veículos. Na capital paulista, há 8.583.039 veículos licenciados.

R7