domingo, 28 de setembro de 2014

‘O povo lembra bem o que José Agripino dizia de Wilma’, disse Rosalba em entrevista ao jornalista César Santos; vejaba


A Governadora Rosalba Ciarlini tomou o “Cafezinho com César Santos”. Início da tarde de quinta-feira (25), no intervalo de sua agenda administrativa em Mossoró e região. Quase duas horas de uma conversa aberta e franca sobre administração e política.

Rosalba enumerou obras e ações importantes de sua administração, como falou de problemas enfrentados desde o primeiro ano de governo, principalmente em áreas vitais como saúde e segurança. Disse que tem feito muito, porém, sem o alcance popular porque a comunicação não funcionou. “As notícias negativas tiveram mais espaços do que as positivas”, diz, creditando essa distorção ao pouco investimento feito em publicidade.

Na política, a governadora não escondeu a sua decepção com o senador José Agripino Maia, um parceiro político de 40 anos que lhe faltou no momento da decisão de ser ou não candidata à reeleição. “Ele tomou uma decisão ditatorial”, desabafa, ao lembrar da posição de Agripino de lhe negar a legenda Democratas para disputar as eleições deste ano.

Rosalba também deixa claro que torce pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), pela eleição da deputada Fátima Bezerra (PT) ao Senado e vota em Betinho Rosado Segundo para deputado federal.


SÃO inegáveis os problemas que afetam setores importante do serviço, principalmente nas áreas da saúde e educação, mas também são inegáveis as obras importantes que a sua gestão realizou e está realizando. Mas, governadora, por que o seu governo não fez a notícia positiva superar a negativa?

É INEGÁVEL que a nossa comunicação não funcionou bem, porque não tivemos disponibilidade de recursos para fazer investimento em publicidade. Quando eu assumi o Governo, havia uma dívida de 10 milhões de reais em comunicação, deixada pela gestão passada. Tivemos que pagar essa dívida porque entendemos que a conta é do Estado e não do governante do momento. Pagamos, mas não tivemos recursos para investimento na área. Eu lamento que a notícia negativa tenha superado a positiva, porque tem tantas coisas boas acontecendo, obras importantes, estruturantes, que mereciam destaque. São obras sonhadas há muito tempo que agora estão sendo realizadas, mas, infelizmente, isso não chega ao conhecimento da população, exatamente por dificuldades na área de comunicação.

CITE exemplo, governadora
.

O NOSSO
governo está construindo hoje 750 quilômetros de adutoras. Na cidade de Caicó, nós estamos fazendo uma nova adutora porque a que existia (adutora Manoel Torres) é insuficiente para atender a demanda da cidade. Além disso, o governo está fazendo o esgotamento sanitário e desobstrução da rede de distribuição. São 120 milhões de reais investidos só na cidade de Caicó. Você anda um pouco mais, encontra a barragem de Oiticica, uma obra que eu encontrei sem perspectiva e sequer tinha sido iniciada. Havia questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) devido a indícios de superfaturamento. Eu fui inúmeras vezes ao TCU para superarmos essa dificuldade que vinha do governo passado.

O QUE foi feito para o TCU liberar a obra de Oiticica?

TIVEMOS
que fazer uma readaptação no projeto, para tirar o superfaturamento feito pelo governo passado. Era um superfaturamento de 40 milhões de reais, detectado pelo TCU. Superada essa dificuldade, fui falar com a presidenta Dilma Rousseff, acompanhada da bancada federal do Estado. O momento decisivo foi quando a presidenta veio ao Rio Grande do Norte para assinar a ordem de serviço.

O SERIDÓ
também recebeu o Pró-Sertão, programa de geração de emprego e renda, a partir da atividade fabril. Esse programa tem sido pouco divulgado, apesar da sua importância. Em que estágio se encontra?

EM SÃO José do Seridó, você encontra uma cidade que hoje tem emprego pleno, garantido pelo Pró-Sertão. Nós estamos com esse programa não apenas no Seridó, mas também em algumas cidades da região Oeste, que receberam unidades de confecções, a partir da parceria com grandes fábricas como a Guararapes e a Hering. Nós tínhamos uma meta de implantar 35 unidades, mas já contamos com 50. Com essa ação, estamos gerando emprego e renda, mudando a vida das pessoas nessas regiões.



É POSSÍVEL
, governadora, falar de emprego e renda numa região onde a seca castiga, afetando a vida das pessoas?

É, SIM, porque temos ações voltadas para a convivência com a seca. Estamos construindo cisternas em todo o interior do Estado. É uma ação do Governo Federal? É, mas tem a parceria e a contrapartida do Estado. A obra da barragem de Oiticica também tem a contrapartida do Estado, que assumiu 10% do valor da obra. Essas obras só foram possíveis porque fomos buscar a parceria do Governo Federal. Conseguimos incluir o Rio Grande do Norte no PAC e em outros programas federais. Conseguimos financiamentos com instituições financeiras que permitiram a realização de obras importantes, que estão espalhadas por todo o Estado. Vou citar uma obra importante e que era sonhada há décadas: a BR-110. É uma obra com recursos federais, mas aconteceu no nosso governo porque tivemos a coragem e a determinação de lutar por ela. Há quantos governos a obra era prometida e não acontecia? Não tiro o mérito da bancada federal, que desde a época do deputado Vingt Rosado lutava pela construção da estrada. Ainda como candidata, numa reunião na Câmara Municipal de Upanema, eu disse que se eu fosse governadora, essa obra aconteceria, e de fato aconteceu. E acontece porque o nosso governo lutou por ela, somou forças, cobrou do Governo Federal e fez acontecer.

A BR-110 e a barragem de Oiticica eram lutas antigas, assim como o Aeroporto Internacional de São Gonçalo. Qual foi o diferencial do seu governo para fazer esses projetos saírem do papel para a prática?

O AEROPORTO
de São Gonçalo fazia 15 dias que não saia do papel. O projeto se arrastou a passos de tartaruga, porque os governos passados não tiveram competência para realizar a obra. Foi feito agora, no nosso governo, porque somamos forças, encabeçamos o movimento para o Governo Federal fazer o investimento. É bom lembrar que as obras de acesso ao aeroporto estão acontecendo com recursos do Governo do Estado. Uma parte falta concluir, que é o acesso Sul, mas o aeroporto já está funcionando. Então, nós temos aí o aeroporto, a barragem de Oiticica, a BR-110 e obras de saneamento básico que foram prometidas por governos passados e nunca saíram do papel, mas agora estamos realizando. É bom lembrar que o Complexo Viário Abolição, em Mossoró, estava paralisado e quando assumimos o governo fizemos o investimento, pagamos a contrapartida, e as obras foram reiniciadas. 

O complexo ainda não foi concluído, não por falta de recursos, mas por questões meramente técnicas. No entanto, os equipamentos estão aí funcionando como os viadutos e outros trechos. Outra obra sonhada há décadas e que realizamos: a estrada Mossoró/Tibau, que batizamos de Rota do Sol Nascente. Transformamos esse sonho em realidade. Mais uma obra de grande importância é o contorno de Baraúna, bastante sonhada pela população e decisiva para o desenvolvimento da cidade. Baraúna é outro centro de desenvolvimento do nosso estado, com a fruticultura e agora a indústria de cimento, que chegou no nosso governo. Lembre-se que antes da nossa gestão, o Estado contava com apenas uma fábrica de cimento em Mossoró. Hoje temos mais duas (Baraúna e Currais Novos) e vamos ganhar a quarta, que ficará entre Mossoró e Assú (Concreteira Cortesia). Isso a população precisa saber.

Reprodução do Blog do BG

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