terça-feira, 23 de setembro de 2014

Oi é a única grande tele que ficará de fora do leilão da internet 4G


A Oi é a única grande empresa de telecomunicações do país que não registrou interesse na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para participar do segundo leilão do país de internet 4G.

A empresa surpreendeu o mercado ao publicar na manhã desta terça-feira (23) um fato relevante na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) afirmando que já tem infraestrutura disponível “para atender à crescente demanda por dados móveis” de seus clientes.

No comunicado, defendeu que seu “diversificado portfólio” permite prover serviços de voz e dados “de forma competitiva” e destacou que, no futuro, poderá utilizar uma outra faixa, atualmente em uso para internet 2G, para ampliar e modernizar seus serviços de internet, sem dar maiores detalhes.

A empresa reforçou também que a nova faixa só poderá ser usada a partir de 2019 (uma das reclamações feitas pelo setor ao leilão) e que, com isso, prefere manter sua estratégia de investir na melhoria da qualidade, projetos estruturantes de sua rede e no aumento de sua cobertura.

CADASTRADAS

Todas as demais grandes empresas do setor -Claro, Vivo e TIM-, além da empresa Algar, se inscreveram no pregão.

Não houve nenhuma empresa estrangeira cadastrada, assim como também não se cadastrou a Sercomtel, empresa brasileira de menor porte com sede no Paraná, que tinha sua participação dada como aposta do governo.

Pelas regras da Anatel, todas as empresas interessadas em participar do segundo leilão de internet 4G (cerca de dez vezes mais rápida que a 3G) deveriam entregar suas propostas em envelopes fechados nesta terça-feira (23).

LEILÃO

O leilão será realizado na próxima semana, dia 30, na sede da Anatel, em Brasília.

Apenas no dia do pregão os envelopes podem ser abertos.

A agência anunciará o preço mais alto ofertado e, a partir desse valor, as demais concorrentes podem refazer suas propostas para tentar arrematar o lote.

Ao todo, seis opções estarão disponíveis na primeira fase da disputa. O governo espera uma arrecadação mínima de R$ 7,7 bilhões com a venda de todos eles.

Caso não apareça interessados para algum dos lotes, a Anatel irá reparti-lo em dois. Ao torná-lo menor, a agência consegue reduzir também o preço e atrair mais interesse.

Quanto mais faixas uma empresa tiver, maior a capacidade que ela terá para oferecer serviços de internet. Isso significa que ela também poderá atender a um número maior de clientes, mantendo a qualidade do serviço.

A arrecadação com o leilão de internet 4G é fundamental para o governo. Por meio dela, espera-se compensar parte do efeito da queda na arrecadação sobre as finanças públicas.

Folha Press

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