sábado, 4 de outubro de 2014

Clones do iPhone 6 têm visual Apple, rodam Android e custam 78% menos

Fabricantes chineses mudam sistema do Google para parecer com o iOS.



Bordas arredondadas, botão que lê as digitais dos usuários, altura de 13,8 cm, largura de 6,7 cm, peso de 125 gramas e tela de 4,7 polegadas.

A descrição é a do iPhone 6, um dos dois smartphones que a Apple começou a vender na semana passada para frear a sul-coreana Samsung. As características também são as dos assumidamente clones chineses Kiphone i6, Sophone i6 e Goophone i6. Este último, aliás, foi anunciado em julho, antes mesmo de a Apple agendar o evento em que o iPhone 6 foi apresentado oficialmente ao mundo.

As semelhanças param por aí. Cara de um e focinho do outro, os celulares são aparelhos diferentes na parte interna. A começar pelo coração: o iPhone 6 roda o sistema operacional iOS; o Sophone i6 e Goophone i6 vêm equipados com o Android, desenvolvido pelo Google. Escancarando a diferença, a cinturinha do Sophone é de 7,5 mm, algumas gordurinhas a mais do que os 6,9 mm do iPhone 6, que “emagreceu” em relação ao seu antecessor, o iPhone 5s.

A tela dos dois, apesar de ter a mesma dimensão, não é feita do mesmo material: Retina HD, com resolução de 1.334x750 pixels, no da Apple; TFT, com resolução menor, de 960x540 pixels, no da cópia chinesa.

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O preço é diferente. Um iPhone 6 desbloqueado custa US$ 649 nos Estados Unidos e o Sophone i6 sai por US$ 140 e o Goophone i6, por US$ 199 (ambos são vendidos pela internet). Apesar das cópias impressionarem, os clones dos iPhones já se tornaram um clichê do mundo da tecnologia. Quando lançou o Galaxy, a Samsung foi acusada de imitar o design do aparelho da Apple, que levou a questão à Justiça argumentando ter tido algumas de suas patentes usadas sem consentimento.

O Goophone i6 é especial: um caso raro de cópia que surge antes da original. A Goophone Technology, fabricante do celular, está baseada em Shenzhen, a mesma província chinesa em que funciona uma das plantas no país da Foxconn, terceirizada que produz dispositivos da Apple. O G1 apurou que a indústria de clones começa com os chamados mapas de conceito dos iPhones, um diagrama voltado a engenheiros e designers que lista as ideias presentes no smartphone da Apple.


Com o documento em mãos, a Goophone contratou uma companhia de design, que construiu croquis do aparelho. Uma fábrica de moldes produz os chassis; outra entra em cena para fazer uma placa-mãe que se encaixe. Depois disso, teve de encontrar fornecedores de câmera, tela, bateria e outros componentes. A partir daí, teve de fazer a integração.

Apesar de parecer trabalhoso, a localização da companhia é crucial, já que Shenzhen é um polo de fabricantes de insumos para a indústria de celulares. A chinesa equipou o aparelho com o sistema operacional Android, modificado para se parecer com o iOS. Além de liberar gratuitamente o software, o Google permite alterações.

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