segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PF investigará se esquema de propinas também envolvia elétricas, diz jornal

Noah Friedman-Rudovsky/The New York Times
Construção da usina de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia

SÃO PAULO
- Além do esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, a Polícia Federal investiga se o esquema operado pelo doleiro Alberto Youssef também atingiu negócios do setor elétrico, de acordo com o jornal "O Globo".

Nas investigações referentes à operação Lava Jato, agentes encontraram na mesa de um dos acusados de ser o braço direito do doleiro, João Procópio de Almeida Prado, uma planilha chamada "Demonstrativo de Resultado - Obra Jirau".

Era a contabilidade da Camargo Corrêa na obra da hidrelétrica construída no rio Madeira, em Rondônia, com financiamento de R$ 7,2 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

De acordo com o Ministério Público Federal, Prado era o elo do esquema de Yousseff com a Camargo Corrêa na obra.

A Camargo Corrêa participou de duas grandes obras da Petrobras investigadas na Lava Jato: a modernização da Repar, com sobrepreço apontado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) de R$ 633 milhões; e da Unidade de Coqueamento da Refinaria Abreu e Lima, com um sobrepreço já identificado de R$ 613,2 milhões.



Saiba quem são políticos delatados por ex-diretor da Petrobras

PAULO ROBERTO COSTA, O DELATOR - Investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro, Paulo Roberto Costa é ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, cargo que ocupou entre 2004 e 2012. Foi preso em março deste ano por tentar ocultar provas que o incriminavam. Solto em maio, foi preso novamente em junho, e fez acordo de delação premiada com a PF em agosto, o que possibilitaria uma redução de sua pena em caso de condenação. 
Em depoimentos gravados feitos à polícia, ele cita, segundo a revista "Veja", ao menos 25 deputados federias, 6 senadores, 3 governadores, um ministro de Estado e pelo menos três partidos políticos (PT, PMDB e PP), que teriam recebido propina de 3% do valor dos contratos da estatal 

Renato Costa/Frame/Folhapress

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