terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Metade dos homens e 31% das mulheres com mais de 70 anos são sexualmente ativos, diz estudo




Pensar que o apetite sexual perde a força com a chegada da terceira idade pode ser um equívoco e tanto. Uma pesquisa da Universidade da University of Manchester e do NatCen Social Research mostrou que uma parte significativa dos idosos continua a desfrutar de uma vida sexual ativa, ainda que estejam na casa dos 70 e 80 anos.

Baseado num levantamento que ouviu 7 mil pessoas com mais de 50 anos, o estudo revela que mais da metade (54%) dos homens e quase um terço (31%) das mulheres com mais de 70 anos relataram que ainda eram sexualmente ativos. Dentro desse universo, um terço desses homens e mulheres afirmam manter relações sexuais, pelo menos, duas vezes por mês.

A pesquisa indica ainda que cerca de dois terços dos homens e mais da metade das mulheres consideram “boas relações sexuais como essenciais para a manutenção de um relacionamento de longo prazo” ou que “ser sexualmente ativo é fisicamente e psicologicamente benéfico para as pessoas mais velhas”.



Publicada na revista acadêmica americana “Archives of Sexual Behavior”, a pesquisa é a primeira do gênero a incluir pessoas com mais de 80 anos, segundo o autor David Lee, da Faculdade de Ciências Sociais University of Manchester. As descobertas acerca deste público trazem à tona a necessidade de criação de políticas de saúde especpificas para este público.

- Também estamos investigando a diversidade do comportamento sexual nas idades mais avançadas, já que impor normas juvenis de saúde sexual das pessoas mais velhas seria demasiado simplista e até mesmo inútil – disse. – É importante que os profissionais de saúde saibam como agir sobre isso e estejam mais abertos a discutir temas de saúde sexual com pessoas mais velhas.

Segundo a pesquisa, os problemas relatados mais frequentemente pelas mulheres sexualmente ativas dizem respeito a como se excitar (32%) e atingir o orgasmo (27%), enquanto para os homens foi dificuldades de ereção (39%). Problemas crônicos de saúde e uma autoavaliação negativa da saúde parecia ter impactos negativos mais evidentes sobre a saúde sexual dos homens em relação às mulheres.

Os homens também se mostraram mais preocupados com suas atividades sexuais e funções do que as mulheres e, com o aumento da idade, essas preocupações tendem a tornar-se mais comuns. As mulheres sexualmente ativas eram menos insatisfeitas com suas vidas sexuais do que os homens em geral, e também relataram diminuição dos níveis de insatisfação com o aumento da idade.

O estudo também descobriu que muitos septuagenários e octogenários ainda eram afetuosos com os seus parceiros: 31% dos homens e 20% das mulheres relataram beijar ou acariciar seus peraceiros frequentemente. Entre aqueles que relataram qualquer atividade sexual nos últimos três meses, 1% dos homens e 10% das mulheres relataram que se sentiram obrigados a ter relações sexuais.

O Globo

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