sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Nada constrange o governo Dilma na Petrobras





Por Josias de Souza

Dilma Rousseff e seus auxiliares se constrangem cada vez menos. O governo é, hoje, um ente de raríssimos constrangimentos. Tome-se o caso da petrorroubalheira. Veio à luz a delação de Pedro Barusco, o ex-gerente de Engenharia que mordeu propinas de US$ 97 milhões. Ao suar o dedo, o doutor estourou o aparelho de João Vaccari Netto, gestor das arcas do PT. Municiada de dados, a Polícia Federal obteve mandado judicial de condução coercitiva, recolheuVaccari e tomou-lhe o depoimento.

Ouvido sobre a novidade, o ministro petista Pepe Vargas, coordenador político de Dilma Rousseff, declarou: “Para o governo, não cria constrangimento algum. Se houver algum envolvimento de alguma pessoa do PT, o PT vai ter que tomar as atitudes que têm que ser tomadas. Vamos aguardar o desdobramento desses episódios.”

Pelas contas de Barusco, o PT amealhou até US$ 200 milhões em propinas provenientes da Petrobras em uma década. Repetindo: o partido de Lula, Dilma e do ministro Pepe serviu-se de um banquete de corrupção que faz do mensalão um assalto típico do Juizado de Pequenas Causas. E o governo não faz a concessão de um constrangimento. É propina? Pois que seja propina. E com farofa!

De tanto suprimir dos seus hábitos a vergonha na cara, o governo acaba constrangendo os brasileiros, sobretudo aqueles que estão em dia com suas obrigações tributárias. Dilma talvez devesse determinar ao companheiro Pepe que traga sempre suas opiniões na coleira. Do contrário, as pessoas vão acabar concluindo que o desespero é a única saída, já que ninguém aguenta mais tanta esperança



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