domingo, 22 de março de 2015

Como distribuir a internet pela sua casa


Logo após escolher o tipo de conexão que você vai instalar na sua casa (ADSL, cabo, fibra ótica...), o próximo passo é definir a melhor forma de distribuir este sinal de internet. Para uma casa 100% conectada, é importante fazer com que este sinal chegue a qualquer ponto da residência com qualidade suficiente para que um dispositivo possa ser conectado; seja ele qual for.

Atualmente, a forma de distribuição mais comum nas casas minimamente conectadas é por meio dos roteadores sem fio que criam redes Wi-Fi particulares. Mas antes de falar em roteadores, precisamos dar um passo atrás e analisar os modems – eles ainda são necessários. Em poucas palavras, o modem é o aparelho que traz a conexão de uma rede externa oferecida por um provedor de acesso, as chamadas operadoras. A maioria dos modems atuais é digital e funciona com conexões ADSL, cabo, fibra e até 3G.

Já a função do roteador é transmitir o sinal do seu serviço de internet banda larga que chega até o modem. A transmissão de dados é feita por ondas e proporciona conectividade entre computadores, smartphones, tablets e outros dispositivos em rede com a internet. Uma característica interessante do roteador é que ele busca a melhor rota para enviar e receber dados, dando preferência não só para transmissões mais curtas, como também as menos congestionadas.



Três especificações definem a eficiência dos roteadores. A primeira é a velocidade de acesso – que não é a mesma coisa que velocidade de transmissão (a gente já fala sobre ela). Quanto maior a velocidade de acesso, mais rápidos poderão ser os downloads e uploads realizados por seus dispositivos. Agora a velocidade de transmissão é definida pelo padrão dos roteadores. Um dos primeiros padrões de roteadores sem fio foi o padrão “G”; ele oferece velocidade de 54 megabits por segundo de conexão entre o seu ponto de acesso até o seu dispositivo. Posteriormente, surgiu o padrão “N”, uma evolução do padrão “G”. O “N” aumentou muito essa velocidade de conexão, atingindo os 300 megabits por segundo. O padrão mais recente é o “AC”, que simplesmente multiplicou essa velocidade atingindo até mais de 1 Gigabit por segundo.

É importante também avaliar a antena do seu roteador. Esse valor é medido pela unidade “dBi”, que define o alcance do sinal de transmissão de dados. Ou seja, quanto maior for a potência indicada, maior será a área abrangida pelo roteador.

Mas em casas grandes ou com muitos obstáculos; paredes principalmente; um único roteador não é suficiente. Aí entra outro meio de melhorar a distribuição do seu sinal de internet; são os repetidores de sinal.

Bom, o Wi-Fi está longe de ser o único método de distribuição do sinal de internet. Outra forma – esta ainda um pouco menos usual – é a PLC – Power Line Communication, que usa a rede elétrica da sua casa para retransmitir o sinal de internet. Com o PLC você economiza cabeamento e aproveita uma instalação já presente em qualquer residência...

Há ainda a possibilidade de distribuir sua internet através dos “switches”. Mas para usar estes equipamentos em diferentes pontos da casa, é preciso distribuir um cabeamento de rede pelos cômodos; é preciso pensar na infraestrutura e, em alguns casos, isso é sinônimo de reforma.

Basicamente essa são as três formas de distribuir seu sinal de internet. Seja pelo roteador Wi-Fi (se necessário com o auxílio de repetidores), usando a rede elétrica ou pelos switches. Claro, através do cabo, a perda de qualidade é menor e a estabilidade muito maior do que qualquer conexão sem fio, mas ainda assim.

Pronto, mais um passo para ter sua casa conectada foi dado. Agora você já definiu a conexão que vai usar e também a melhor forma de distribuí-la. No próximo capítulo desta série você vai conhecer as diferentes formas de distribuir mídia dentro de casa; como assistir o conteúdo do smartphone na TV, conectar sua TV e até como aproveitar tudo o que o mundo online oferece na comodidade da sua telona.

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