terça-feira, 28 de abril de 2015

Tatuagem permite controlar aparelhos eletrônicos pelo pensamentov



REPRODUÇÃO/ John Rogers
Os eletroencefalogramas (EEG) para uso doméstico já são realidade. Nos EUA, por US$ 400 é possível encomendar o Epoc, da Emotiv Systems, que faz a leitura dos impulsos elétricos emitidos pelo cérebro. Contudo, ele não é um equipamento tão atraente para se andar pelas ruas sem chamar atenção e os sinais não são bem captados se a pessoa estiver em movimento. Pensando nisso, John Rogers, da Universidade de Illinois, criou uma alternativa: a tatuagem digital.

O dispositivo criado por Rogers pode ser fixado na pele e monitora as atividades cerebrais por duas semanas. Ele passou por testes que são feitos com EEG clínicos e foi aprovado. Em um deles, o voluntário escreve palavras em um computador apenas pensando nas letras. O protótipo ainda funciona com fios, mas a equipe está trabalhando na transmissão de dados sem fio.

A pequena tatuagem possui eletrodos dourados e deve ser fixada atrás da orelha. Segundo Rogers, isso é suficiente para bater os competidores, classificado pelo pesquisador como “ninhos de ratos de fios ligados a volumosos objetos metálicos que interagem com a pele com fitas adesivas e géis”.

No início, o foco é em aplicações médicas.

— O EEG é importante na detecção de convulsões, particularmente em bebês prematuros — disse Rogers, em entrevista à “New Scientist“.

Contudo, as aplicações são incontáveis. Apesar de o EEG não conseguir rivalizar com o mouse e o teclado em termos de precisão, ele é ideal para o controle passivo de aparelhos eletrônicos. Seria possível, por exemplo, programar a cafeteira para ligar assim que o dono acordasse, apenas pela leitura das atividades cerebrais, ou colocar o smartphone no silencioso todas as vezes que a pessoa estiver focada em algo.

— O que precisamos é medir o EEG discretamente. É isso o que você quer, uma tecnologia que se molde ao usuário — disse Stefan Debener, da Universidade de Oldenburg, na Alemanha, que desenvolveu um sistema de medição para ser colocado no ouvido. — A limitação do EEG até agora é que nós não tínhamos a tecnologia para estudar o cérebro de maneira natural, não invasiva. Isso é uma grande limitação. É muito difícil dizer como decisões são tomadas em ambientes complexos. Se você pode usar o EEG nas ruas, dirigindo um carro, isso fará uma grande diferença.

O Globo

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