sábado, 13 de junho de 2015

São 11 contra 11? Favoritaço, Uruguai inicia defesa de título contra Jamaica

Atual campeão enfrenta justamente o principal azarão na abertura do Grupo B, em confronto com uma dezena e um motivos para apostar todas as fichas na Celeste


O chavão do futebol de que favoritismo não entra em campo assombra boa parte das estreias de seleções na Copa América. Foi assim com o anfitrião Chile diante do Equador, vai ser do mesmo jeito com Argentina e Brasil contra Paraguai e Peru, respectivamente. E quando o atual e mais vezes campeão começa a defesa do 15° título continental contra o maior azarão da 44ª edição do torneio, parecem sobrar motivos para crer que todo cuidado é pouco para o Uruguai enfrentar a Jamaica, neste sábado, a partir de 16h (de Brasília), no estádio Regional de Antofagasta, no norte do país sede - o GloboEsporte.com transmite em Tempo Real, com vídeos.


Mas, para mostrar que uma vitória uruguaia é pule de dez, listamos 11 motivos que fazem a Celeste ser a favorita inquestionável. Por que o número? Foi justamente o efetivo de um time de futebol que o zagueiro caribenho Wes Morgan apontou como a principal semelhança (e talvez a única) entre as duas equipes ao ser questionado na entrevista coletiva na véspera da partida.

- A maior semelhança que temos é que são 11 jogadores de cada lado - respondeu o zagueirão do Leicester City, da Inglaterra, à pergunta do GloboEsporte.com.


Difícil... Principal jogador jamaicano, Wes Morgan se esforça para dominar a bola
(Foto: EFE/Javier Valdes Larrondo)

CURRÍCULO

Bicampeão mundial e 15 vezes da Copa América, o Uruguai tem tradição em competições internacionais. Isso dá confiança aos jogadores mais jovens que entram e proporciona naturalmente mais respeito dos adversários. Um gol no início, por exemplo, pode desestruturar o time que tem menos experiência passada de geração em geração para superar momentos difíceis.




Controle uruguaio: Godín lidera a defesa celeste (Foto: REUTERS/Andres Stapff)

EQUILÍBRIO

O Uruguai tem jogadores talentosos em todos os setores do time. Apesar de um pouco irregular, o goleiro Muslera é bem experimentado. Godín lidera a zaga e ainda faz gol, Carlos Sánchez está em boa fase para sustentar o meio de campo, e Cavani é garantia de poder de fogo na frente. A Jamaica tem Wes Morgan na defesa e olhe lá.


QUALIDADE DO ELENCO


O zagueiro jamaicano, aliás, é um dos dois entre os 23 caribenhos que disputam campeonato de alto nivel, no caso, a Premier League - o outro também joga atrás, é Mariappa, do Crystal Palace. No Uruguai, esse contingente é de pelo menos metade do grupo. Além de times europeus, os sul-americanos têm vivência em Taça Libertadores.

EXPERIÊNCIA NA SELEÇÃO


Somadas as participações dos jogadores pelas respectivas seleções, o Uruguai dá de goleada na Jamaica. Seus convocados têm quase o dobro de partidas defendendo o país do que os caribenhos (789 contra 395) e praticamente o triplo de gols (74 contra 26) com a camisa nacional. Rodagem defendendo a nação tem peso numa competição internacional, quanto mais na estreia.

TÉCNICO


Óscar Tabárez não é chamado de "Maestro" à toa. Em 35 anos de carreira, tem uma coleção respeitável de troféus, como a Taça Libertadores, o Campeonato Argentino e a própria Copa América pela seleção que reergueu no cenário internacional nos últimos anos. Não tem como comparar com o alemão Winfried Schäfer, técnico da Jamaica.


Experiência entra em campo: Óscar Tabárez comanda o último treino do Uruguai 
(Foto: REUTERS/Andres Stapff)

EMBALO

O Uruguai está invicto depois da eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo diante da Colômbia. São oito partidas ao todo, em quase um ano. Só isso serve para os bicampeões mundiais chegarem embalados à estreia na Copa América e não tomarem conhecimento da Jamaica.

RANKING DA FIFA

Pode ter até uma fórmula para lá de esquisita, mas a classificação ao menos dá uma ideia de como está o desempenho das seleções. São 56 posições separando Uruguai, oitavo colocado, da Jamaica, o 64°.

PROBABILIDADE
O futebol pode até ser uma "caixinha de surpresas" e histórias de superação estão aí para derrubar sentenças aparentemente definitivas, mas são os próprios jamaicanos que mostram no discurso que uma derrota é o mais natural no confronto. Na entrevista coletiva de sexta-feira, o assessor de imprensa dos caribenhos disse que uma vitória vai fazer o país ter uma grande festa. Alguém por aí acha que o Uruguai não fará mais do que obrigação por ganhar? É a lógica trabalhando a favor dos favoritos no inconsciente coletivo dos envolvidos na partida.


Em guarda: uruguaios deixam a bola de lado e brincam no reconhecimento do gramado 
(Foto: REUTERS/Andres Stapff)

"CANCHABILIDADE"

Quando a coisa aperta no campo, há que se ter a esperteza para desestabilizar o adversário. E poucos no mundo têm essa capacidade como os uruguaios.


Cuidado para não tropeçar... Cavani troca as pernas no treino 
(Foto: REUTERS/Andres Stapff)

PODER DE DECISÃO

Pode parecer pouco, mas não é toda seleção que tem à disposição um jogador como Cavani, autor de 18 gols na acirrada temporada europeia.

PODER DA SECAÇÃO

Se tudo isso não comprovou que a vitória do Uruguai é o mais natural que aconteça neste sábado, ao menos serve para secar um dos principais rivais do Brasil no caminho para o título. Estão aí Camarões, no jogo de abertura da Copa de 1990, contra a Argentina, e Senegal, diante da França, no início do Mundial de 2002, para mostrar que nem sempre o favorito se dá bem. A própria Celeste possui um belo capítulo na história dos azarões que surpreendem e assombram, desde 1950, mais especificamente.


Reza forte: Jamaica se concentra em Antofagasta para se superar e surpreender 
(Foto: EFE/Javier Valdes Larrondo)

Por Felipe Barbalho do G1

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