quarta-feira, 22 de julho de 2015

Governo reduz meta de superávit e corta ainda mais o orçamento


A queda acentuada na arrecadação federal levou o governo a fazer uma forte redução na meta de superávit para este ano e, ainda, um novo contingenciamento no orçamento. Os números serão fechados na manhã desta quarta-feira (22), mas, pelas contas feitas pela equipe econômica, a meta de superávit prometida de 1,2% do PIB (o equivalente a 66,7 bilhões) deve cair para, no máximo 0,2% (algo em torno de R$ 10 bilhões) e o novo corte no orçamento deve ficar entre R$ 10 bilhões e R$15 bilhões.

Durante todo a terça-feira (21) foram realizadas reuniões da equipe econômica com a presidente Dilma Rousseff que, ao final do dia, decidiu por uma redução mais drástica na meta de superávit. A guinada forte é decorrente da queda na arrecadação.

Inicialmente, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, preferia uma redução menor na meta de superávit, mas que assegurasse a continuidade do ajuste. Porém, nos debates internos, o governo preferiu estabelecer uma meta realista. Afinal, segundo um ministro, pela execução do orçamento neste primeiro semestre, o governo não chegaria nem perto do que foi estabelecido no início do ano.

Além do ministro Joaquim Levy, participaram das reuniões os ministros Nelson Barbosa, do Planejamento, e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante. Barbosa e Mercadante já vinham defendendo corte menor no orçamento - Levy propôs corte de R$ 80 bilhões, mas o contingenciamento foi de R$ 69 bilhões. Há mais tempo, Nelson Barbosa já vinha defendendo a revisão da meta de superávit, o que Levy tinha tentado evitar até aqui.

No meio da tarde, Levy deixou o Palácio do Planalto e voltou ao Ministério da Fazenda para, de surpresa, falar com jornalistas. Na rápida conversa, deu indicações de que a meta de superávit poderia ser flexibilizada, sem citar números. Apenas repetiu que o ajuste seria perseguido "com vigor e realismo".

Ele também falou que o governo atuaria tanto do lado da receita quanto da despesa. E citou a possibilidade de o governo arrecadar mais recursos com a abertura de capital da Caixa Seguradora e do IRB, além da repatriação de capitais de brasileiros no exterior. Sabe o governo que, ainda que este projeto avance, não seria possível arrecadar tanto quanto o necessário para manter a meta de superávit.

G1

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