segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Mais de 5.700 alunos têm aulas suspensas em Costa Barros, no Rio


Polícia diz que Morro da Pedreira está ocupado por tempo indeterminado.

Medida preventiva da Secretaria de Educação fecha 17 unidades de ensino.



Creche Municipal Luiza Barros de Sá Freire fechada em Costa Barros, nesta segunda (10). Mais de 5.700 alunos da região ficaram sem aulas para evitar que crianças e professores fiquem expostos a possíveis confrontos após a morte do traficante Playboy (Foto: Fabiano Rocha/Extra/Agência O Globo)

Mais de 5.700 alunos matriculados em escolas da região de Costa Barros, no Subúrbio do Rio, começaram a segunda-feira (10) sem aulas. A medida visa proteger crianças e professores de possíveis confrontos com a ocupação pela polícia do Morro da Pedreira, após a morte do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy.

A Secretaria Municipal de Educação informou que, de acordo com a 6ª Coordenadoria Regional de Educação, nove escolas, três creches e cinco Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) em Costa Barros estão sem atendimento.

Segundo a Polícia Militar, homens do Comando de Operações Especiais (COE)ocupam o morro por tempo indeterminado, enquanto policiais do 41º BPM (Irajá) fazerm o patrulhamento ostensivo das regiões do entorno da favela.(veja no vídeo)

Morte de Playboy
Playboy foi morto no sábado (8) durante uma operação das polícias Federal, Civil e Militar. No domingo (9), parentes e amigos acompanharam o cortejo e o enterro de Playboy no Cemitério do Catumbi, no Centro. O traficante também chefiava a principal quadrilha de roubo de cargas e veículos no estado.

Em abril, a quadrilha dele foi flagrada roubando um caminhão de eletrônicos -- carga avaliada em R$ 600 mil. No ano passado, o bando roubou 193 motos apreendidas, que estavam dentro de um galpão. As motos foram devolvidas dias depois por ordem do traficante.

Celso Pinheiro Pimenta ganhou o apelido de Playboy porque foi criado em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, numa família de classe média. Ele tinha 33 anos. Era remanescente da quadrilha de outro criminoso criado na classe média, Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom.

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