terça-feira, 11 de agosto de 2015

Socióloga defende a legalização da prostituição porque ‘os homens precisam mais de sexo’



Julia Roberts em “Uma linda mulher”,
filme no qual interpreta uma prostituta
– Reprodução -

A socióloga inglesa Catherine Hakim colocou lenha na fogueira da discussão das diferenças entre homem e mulher quando o assunto é libido. Argumentando que há “um déficit do sexo masculino”, ela acredita que é preciso não só legalizar a prostituição, mas encorajar as mulheres a ganhar dinheiro como isso enquanto elas ainda são “jovens e atraentes”.

Catherine publicou suas opiniões em um estudo para o Institute of Economic Affairs.

“Tentar parar a prostituição através da criminalização é um completo desperdício de dinheiro público. Isso está fadado ao fracasso”, disse Catherine, cujo livro anterior, The new rules: internet dating, playfairs and erotic power (As novas regras: encontros pela internet, casos rápidos e poder erótico), comparou os homens casados a “animais enjaulados”.

“É uma diferença chocante: os homens são duas vezes mais interessados em sexo do que as mulheres, e isso acontece em todo o mundo. Pesquisas mostram que temos o déficit do sexo masculino na Suécia, França, Espanha, Japão e América do Sul”.

“É em todos os grupos etários, mas assim que você chega aos 30, a diferença começa a crescer dramaticamente. Para muitas mulheres, a diminuição do interesse sexual está intimamente ligado a ter filhos e elas simplesmente não recuperam depois. Mas a evidência é que acontece conforme envelhecemos, mesmo sem as crianças “.

Assim, ela argumenta que homens mais velhos são atraídos por mulheres mais jovens não apenas pela sua aparência, mas pelas suas libidos.

“Com uma diferença de idade de 20 anos, você tem as mulheres que têm o mesmo nível de interesse sexual dos homens”, diz ela.

Catherine ainda defendeu que a prostituição seria uma forma de os homens terem relações com mais de uma parceira ao mesmo tempo:

“Há uma demanda adicional masculina por sexo e, de preferência, envolvendo múltiplos parceiros. Nas sociedades monogâmicas como a nossa, a maneira mais fácil de se conseguir isso é pagar pelo serviço. Assim como você faria se pagasse para comer um tipo diferente de comida da que está disponível em casa “.

Catherina afirma a raiz do problema é a nossa mentalidade negativa com relação ao sexo- e acrescenta que acadêmicos e jornalistas feministas são mais resistentes a abraçar a ideia de liberação sexual feminina através do sexo pago:

“Por que não podemos celebrar histórias de sucesso neste campo, em vez de se concentrar na miséria e opressão? Sexo é uma das grandes alegrias da vida”.

O Globo

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