terça-feira, 8 de setembro de 2015

A obsessão masculina por proteína em pó é um transtorno alimentar, afirma psicólogo





Há décadas os cientistas afirmam que a proteína é um componente essencial do tecido muscular, assim como os hormônios, as enzimas e os anticorpos.

Com isso, ao longo dos últimos dez anos, os americanos tornaram-se obcecados por proteína na dieta. Barras de proteína, shakes, cereais fortificados e, até mesmo, Coca-Cola.

De acordo com a Food and Nutrition Board, os adultos devem consumir 0,8 gramas de proteína para cada quilograma de peso corporal. Ou seja, uma média de 56 gramas para homens e 46 para as mulheres.

“Entre os homens, o consumo excessivo de pó de proteína é suficiente para desencadear um transtorno alimentar”, afirma Richard Achiro, da Escola de Psicologia Profissional da Califórnia. Os homens estão sendo levados ao corpo magro e musculoso por meio da baixa autoestima e conflitos de gênero.

“A forma como os corpos dos homens estão sendo manipulados pela mídia está alcançando o mesmo nível do que sempre foi feito com o corpo das mulheres”, afirma.

Atualmente, um americano médio consome de três a cinco vezes a quantidade necessária de proteína por dia. E a maioria não está treinando para ser um atleta ou fisiculturista. Ou seja, enquanto consomem a proteína para serem fortes, continuam levando uma vida sedentária. Quando não fazemos exercícios, o corpo armazena rapidamente todo e qualquer excesso de proteína na forma de gordura.

Do mesmo modo, quando nutricionistas recomendam alimentos ricos em proteínas, eles não estão falando sobre bacon e hambúrguer. As fontes de proteínas também incluem alimentos como sementes de chia, quinoa, lentilhas, iogurte, manteigas e grão de bico.

Jornal Ciência

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