terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Ator e militante do movimento negro, Antônio Pompêo morre aos 62 anos



Antônio Pompêo viveu João Congo na minissérie “A casa das sete mulheres”, em 2002 – Foto: Gianne Carvalho

Antônio Pompêo, ator, diretor artista plástico e militante do movimento negro, morreu na tarde desta terça-feira aos 62 anos, no Rio. A informação foi confirmada pela Polícia Militar (PM), que ainda não divulgou as causas da morte. Ele foi encontrado sem vida em casa, no bairro de Guaratiba.

Pompêo é conhecido por papeis em filmes como “Xica da Silva” (1976), de Cacá Diegues, e novelas como “Tenda dos milagres” (1985), da Rede Globo. Ele foi presidente do Centro Brasileiro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e diretor da Fundação Palmares.

O ator estreou na TV com “A moreninha” (1975), da Rede Globo. Seu último trabalho na televisão foi “Balacobaco”, da Rede Record, em 2012. Ele fez papéis marcantes em “O Rei do Gado”, “Sinhá Moça”, “A viagem”, “Pecado capital”, “Mulheres de areia”, “A casa das sete mulheres”, “Pedra sobre pedra” e “Fera ferida”.

Combativo, o ator — nascido em 1953 na cidade de São José do Rio Pardo (SP) — sempre se posicionou contra o preconceito. Em 2010, Pompêo publicou um artigo nas páginas do GLOBO sobre o tema: “O racismo é uma serpente de muitas cabeças. Damos um golpe no seu corpo e ela se multiplica. Precisamos lutar para que essa igualdade exista e que todos possam participar”.

No Facebook, Zezé Mota postou uma mensagem de luto e relembrou os trabalhos que eles fizeram juntos. Os dois contracenaram em “Xica da Silva” e “Quilombo”, por exemplo. “Em choque, e com muito pesar que comunicado a perda do meu amigo e grande ator Antônio Pompêo”, escreveu.

O Globo

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