quarta-feira, 27 de abril de 2016

Cunha chama PT de “organização criminosa” após partido adiar votação e diz que é perseguido pela PGR


Na primeira sessão após a aprovação da autorização do impeachment de Dilma Rousseff, o plenário da Câmara dos Deputados não conseguiu realizar nenhuma votação nesta terça-feira (26) devido a uma ação de obstrução legislativa do PT, que exige a instalação da comissão para analisar o pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Durante toda a sessão deputados do partido e de outras siglas de esquerda questionaram o acordo de bastidores do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de partidos de oposição e de centro para não indicar integrantes para a comissão, inviabilizando, na prática, o seu funcionamento.

Recorrendo a manobras permitidas pelo regimento da Câmara, o PT conseguiu levar a sessão desta terça até as 21h sem que houvesse qualquer votação final. Estavam na pauta medidas provisórias e um projeto de alteração da composição partidária nas comissões da Casa.

Cunha arquivou o pedido de impeachment de Temer, mas o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, ordenou no início de abril a criação da comissão. Sem a indicação de pelo menos 33 dos 65 integrantes, porém, a comissão não saiu até agora do papel.

Assim como Dilma, Temer é acusado de em um período de interinidade ter assinado liberação de crédito suplementar sem autorização do Congresso Nacional.

Além do questionamento sobre o impeachment de Temer, o PT e partidos de esquerda voltaram a pedir o afastamento de Cunha, que é réu no Supremo Tribunal Federal e responde a inquéritos sob a acusação de integrar o petrolão.

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
Em entrevista coletiva após o encerramento da sessão, o presidente da Câmara afirmou que o PT busca “companhia no banco dos réus”.
“O PT tem que disfarçar os seus próprios erros, tenta disfarçar que seu tesoureiro tá preso, que o marqueteiro tá preso, que recebeu dinheiro por fora. Enfim, o PT tem que disfarçar os seus malfeitos tentando buscar companhia nos bancos dos réus. Ele sempre age assim, à semelhança de organizações criminosas”, disse o peemedebista.

Sobre a abertura de dois novos inquéritos contra ele, autorizados pelo STF, o peemedebista atacou a Procuradoria-Geral da República, afirmando que o órgão o persegue. “Impressionante a celeridade e seletividade quanto trata comigo. Deveria ter o procurador-geral a mesma celeridade em relação aos demais investigados que existe lá. Não vi nenhuma outra denúncia a ser apresenta contra quem quer que seja.”


Folha Press

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