terça-feira, 19 de abril de 2016

Setor de comércio e serviços dá aval a possível governo Temer



O setor de comércio e serviço deve dar ao vice-presidente da República, Michel Temer, o seu voto de confiança na condução da política econômica, caso ele assuma o governo.

O vice-presidente administrativo da Confederação Nacional do Comércio, Darci Piana, disse que o país poderá entrar em uma rota de crescimento no possível governo Temer. Ele se reuniu com o vice-presidente, há 20 dias, em um almoço com empresários na Federação das Indústrias do Paraná.

Segundo ele, no almoço foi exposto a visão das melhores medidas para a condução da economia.

“Ele escutou as nossas reivindicações. Ele é uma pessoa de diálogo e conseguirá formar a coalizão que o Brasil necessita para sairmos dessa recessão. Sabemos que o remédio pode ser amargo no início, mas necessário”, disse Piana, durante o 7º Encontro Nacional do Comércio Exterior de Serviços (Enaserv).

Quando questionado se a presidente Dilma Rousseff teria condições de comandar essa coalizão, caso o processo de impeachment não passe no Senado, Piana foi taxativo. “Se isso acontecer, que Deus nos acude. Ela não tem capacidade política para isso. Se tivesse, porque não o fez no primeiro mandato?”.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), até fevereiro deste ano, as vendas do setor apresentaram uma queda de 10,1% ante os dois primeiros meses do ano passado.

Em fevereiro, o declínio foi de 4,5% no comparativo com o mesmo mês de 2015. “A crise no comércio é séria e profunda. Como vamos vender e nos recuperar se o país, a cada mês, perde mais empregos? É uma situação crítica e precisamos de medidas para retomarmos o crescimento econômico e assim melhorarmos a atividade”, disse Piana.

Em termos de faturamento, segundo ele, em fevereiro deste ano, o setor acumulou vendas de cerca de R$ 140 bilhões, o mesmo patamar que o primeiro trimestre de 2010.

“Perdemos muito. Muitas empresas fecharam as portas. Nos últimos sete meses, foram cerca de 120 mil empresas que pararam de operar”, ressaltou o dirigente.

Folha Press

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