terça-feira, 3 de maio de 2016

Advogado critica mídia brasileira à comissão do impeachment do Senado


O ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Marcelo Lavenère chamou a mídia de “golpista” e defendeu uma regulamentação do setor no Brasil ao falar à comissão do impeachment do Senado nesta terça (3).

“Os Estados Unidos e a Inglaterra não aceitariam nunca que a opinião pública de seus países pudesse ficar sujeita a três ou quatro famílias -e três ou quatro famílias de pensamento único. Três ou quatro famílias de um pensamento único, de um pensamento entreguista, golpista”, disse.

Lavenère foi convidado pela base do governo para defender a presidente Dilma Rousseff das acusações de manobras fiscais contidas na denúncia que pede a abertura de processo de seu impeachment.

“Já foi chamada de PIG a imprensa golpista que temos no nosso país. E essa imprensa golpista, infelizmente, conseguiu encucar no povo brasileiro um sentimento de intolerância, um sentimento de raiva, um sentimento de ódio que nunca tivemos”, ressaltou.

Durante a sessão, o senador Álvaro Dias (PV-PR) criticou a declaração do advogado.
“Isso é injusto, irreal, contraditório porque, neste momento, a grande mídia brasileira está levando para todos os brasileiros a palavra de quem acusa a mídia de golpista, e nós assistimos ao esforço diário, e logo mais, à noite, todos estarão nos grandes telejornais do País emitindo a sua opinião para toda a Nação. Que mídia golpista é essa”, disse.

“A mídia golpista que realiza um esforço diário para dividir os seus espaços entre os que são favoráveis ao impeachment e aqueles que são contrários ao impeachment”, frisou o senador.
Lavenère então afirmou logo depois: “Com relação à mídia, esse é um problema muito antigo do povo brasileiro. A regulamentação da mídia está na Constituição Federal e é o único capítulo que até hoje não foi regulamentado.

Todos os outros foram, menos aquele que prevê que a mídia deva ser democratizada, não deve ser propriedade cruzada, não deve estar nas mãos de três ou quatro famílias”, afirmou aos senadores da comissão.



Folha

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