domingo, 12 de junho de 2016

Jovens brasileiros querem envelhecer como Mick Jagger ou Tina Turner


Envelhecer como Mick Jagger, 72, ou Tina Turner, 76. É uma das meta dos futuros idosos brasileiros, hoje adolescentes, que participaram de um concurso de redação sobre envelhecimento.

A iniciativa, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, resultou em um livro que reúne 20 das redações selecionadas. Ao todo, 448 jovens de todas as regiões do país escreveram textos. A obra pode ser acessada gratuitamente no site da SBGG.

A estudante Julia Pinheiro, 16, a vencedora do concurso, diz que a cantora Tina Turner é o seu modelo ideal de envelhecimento. ‘No palco, ela parece que tem 20 e poucos anos. Ninguém fala que ela tem a idade que tem. Quero envelhecer assim.”

Já Mick Jagger é a inspiração para a estudante Maria Wolff, 16, de Caxias do Sul (RS). ‘Ter 72 anos e viajar o mundo fazendo o que ama e estando em plena forma é, ao meu ver, o melhor jeito de chegar à temida terceira idade.’

Segundo Maria Angélica Sanchez, presidente do departamento de gerontologia da SBGG, o projeto teve como meta conhecer a visão dos jovens sobre a velhice e, também, esclarecer possíveis mitos e estigmas.

‘Dar voz a esses adolescentes de hoje, que compõem o grupo que nos próximos 40 ou 50 anos serão os ‘novos idosos’, é um meio de promover que esses futuros idosos sejam mais ativos’, diz ela.

O Brasil tem hoje 24 milhões de pessoas acima de 60 anos. Desses, 4 milhões estão inseridos no mercado de trabalho.Angélica afirma que o mito de que o envelhecimento está associado a perdas, doença e proximidade da morte ainda parece fazer parte do imaginário de muitas pessoas.

‘O envelhecimento não é a via final. A expectativa de vida aumenta a cada ano e há muito do que viver.’

João Bastos Freire Neto, presidente da SBGG, explica que apenas 15% dos idosos acima de 75 anos têm limitação de mobilidade. ‘A grande maioria não é dependente. O que faltam são oportunidades.’


Ele lembra que a educação é um importante indicador de qualidade de vida na velhice. ‘Pessoas sem acesso à educação têm quatro vezes mais chances de envelhecer com perda de autonomia’, diz ele.

Folha

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