segunda-feira, 4 de julho de 2016

Como o WhatsApp ganha dinheiro? Veja os maiores mistérios do aplicativo

Com 100 milhões de usuários, o WhatsApp se tornou o aplicativo de celular mais usado do Brasil. Desde o seu lançamento, em 2009, o mensageiro vem ganhando novas funcionalidades e conquistando o brasileiro. Entre as novidades recentes estão a criptografia ponta a ponta e as respostas para mensagens em grupos.

Algumas dúvidas frequentes sobre o app, porém, permanecem. Por exemplo: como o WhatsApp ganha dinheiro? Como funciona a segurança das fotos e vídeos? Pensando nisso, o TechTudo reuniu tudo o que você precisa saber sobre o queridinho dos brasileiros
(Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo)
Significado do WhatsApp

Apesar de parecer óbvio para quem tem fluência no inglês, parte da população não sabe a origem da palavra WhatsApp. O nome é a junção do termo “What’s up?”, que significa algo como “o que está havendo?” ou “o que está rolando?”. Além disso, para escolher o nome do programa, eles aproveitaram a sonoridade da palavra “app”, que soa similar a “up” (para cima) e é a abreviação de “application program” (aplicativo).

A expressão “What’s up?” é muito utilizada pelos norte-americanos, como uma maneira informal de se comunicar com outras pessoas, podendo ainda ser escrita das seguintes formas: wassup, what up, waz up, wazzup, whassup e swa’up, entre outras maneiras.

O termo “What’s up” se popularizou em 1940, com o desenho animado Bugs Bunny, conhecido no Brasil como Pernalonga. O personagem usava um famoso bordão em que dizia ”Eh… What’s Up, Doc?”, que em português foi traduzido como “Eh… o que é que há, velhinho?”).

Apesar do trocadilho com a expressão americana, no Brasil o mais comum é falar o nome do mensageiro como se escreve, sendo algo semelhante a “Uátzap”. Há ainda quem diga “ZapZap”, que acabou se tornando outro comunicador que funciona com a tecnologia de um rival do WhatsApp, o Telegram.

Como o WhatsApp ganha dinheiro?


O Facebookcomprou o WhatsApp em fevereiro de 2014 por aproximadamente US$ 19 bilhões. Nove meses depois, o app já havia gerado uma receita de US$ 1,3 milhão. De onde vem esse dinheiro?

A resposta mais lógica seria a publicidade, porém o WhatsApp é fundamentalmente contra a exibição de anúncios. Em 2013, antes de pertencer ao Facebook, a empresa mudou sua política de cobrança e tornou o aplicativo gratuito por um ano, mas depois sujeito a uma taxa anual de R$ 2,32 (US$ 0,99). A medida foi tomada para que o app pudesse funcionar sem que fosse preciso implementar anúncios na plataforma.

Porém, em janeiro deste ano, um dos criadores e presidente-executivo do aplicativo, Jan Koum, afirmou que esta taxa vai deixar de existir.

“Conforme crescemos, descobrimos que essa abordagem não funcionou bem. Muitos usuários do WhatsApp não têm cartão de débito ou crédito e ficavam preocupados em perder acesso a seus amigos e família após seu primeiro ano”, disse Koum. “Nós não queremos que ninguém tenha sua comunicação cortada por causa de um problema de cartão de crédito”, disse o ucraniano.

Koum explicou que o app continuará evitando publicidade e spam, mas buscará um modelo de negócio para conectar pessoas e empresas. “Começando este ano, nós iremos testar ferramentas que permitam usar o WhatsApp para se comunicar com empresas e organizações. Isso pode significar falar com seus banco sobre se uma transação recente é fraudulenta ou com uma empresa aérea sobre um voo atrasado”, explicou.

Por que o WhatsApp foi bloqueado?


No início de 2015, o juiz Luiz Moura Correia, da Justiça do Piauí, determinou a suspensão temporária do WhatsApp em todo o Brasil. A decisão foi tomada após o aplicativo se recusar a dar informações sobre um inquérito policial que investigava um crime de pedofilia ocorrido em Teresina, capital piauiense. Porém, a decisão foi logo derrubada.

Depois disso, no final do mesmo ano, uma nova ordem judicial determinou o bloqueio do aplicativo por um período de 48 horas. O autor da ação não foi identificado. No entanto, as operadoras estimaram que se tratava novamente de uma investigação policial. O serviço foi restabelecido 12 horas após o bloqueio.

Em maio deste ano, o aplicativo voltou a ser suspenso no Brasil por 72 horas, por uma ordem da justiça. a medida ocorreu após a Justiça solicitar o compartilhamento de informações para uma investigação criminal, que foi recusada pelo Facebook.

Como funcionam os checks (ou tiques) do WhatsApp?


O WhatsApp usa três elementos para mostrar o status de uma mensagem. Quando ela está apenas com um tique cinza, isso significa que aquele texto, foto ou vídeo foi enviado para os servidores do aplicativo.

Quando está com dois tiques cinza, significa que a mensagem já chegou ao destinatário, mas ainda não foi lida. E, por fim, quando a conversa está com dois tiques azuis, é porque o contato visualizou a mensagem.
Atualização do WhatsApp permite ver confirmação de leitura na tela inicial
(Foto: Felipe Alencar/TechTudo)



Além disso, se o usuário que enviou a mensagem pressionar a mensagem com os dedos e arrasta-la para o lado esquerdo, conseguirá visualizar a hora que a mensagem foi entregue e o momento exato que o contato leu.

No caso das mensagens de grupo, é um pouco diferente, pois os dois tiques somente irão aparecer quando todos os contatos lerem a mensagem.

Como funciona a criptografia no WhatsApp?


Em abril deste ano, o WhatsApp adotou uma nova forma de proteção das mensagens enviadas entre os usuários: a criptografia de ponta-a-ponta.

A criptografia é um conjunto de técnicas para esconder informação de acesso não autorizado. O objetivo do recurso é transformar um conjunto de informação legível, como um e-mail, por exemplo, em um emaranhado de caracteres impossível de ser compreendido (entenda mais sobre o que é criptografia).

Já no caso do WhatsApp, a criptografia de ponta-a-ponta assegura que somente você e a pessoa com que você está se comunicando podem ler o que é enviado e ninguém mais, nem mesmo o WhatsApp.

Segundo a empresa do mensageiro, com o recurso, as suas mensagens estão seguras com um cadeado e somente você e a pessoa que as recebe possuem a chave especial necessária para destrancá-lo e ler a mensagem. Além disso, cada mensagem que você envia tem um cadeado e uma chave.

Todo o processo acontece automaticamente, isto é, não é necessário ativar configurações ou estabelecer conversas secretas especiais para garantir a segurança de suas mensagens. Portanto, vale lembrar a criptografia está sempre ativada no mensageiro, porém, todos os envolvidos precisam estar usando a versão mais recente do WhatsApp. Não há nenhuma forma de desativar o recurso de criptografia.

Globo, via Techtudo

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