quarta-feira, 26 de abril de 2017

Os bispos e as reformas. Por onde andavam?





A Igreja Católica, principal denominação religiosa em um país de maioria católica, apesar de não praticante, resolveu entrar de vez no campo da discussão política e social.

No Rio Grande do Norte, o arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira da Rocha, como também o bispo de Caicó, dom Antônio Carlos, gravaram e divulgaram mensagens convocando a população a ir às ruas para protestar contra as reformas Trabalhista e da Previdência, em discussão no Congresso Nacional.

O arcebispo de Natal e os bispos de Caicó e Mossoró, cujas dioceses compõem a Província Eclesíástica de Natal, chegaram a produzir um documento conjunto que foi lido em todas as igrejas católicas do Estado no Domingo de Ramos. O mesmo documento foi entregue em Brasília aos integrantes da bancada federal potiguar.

A mensagem de dom Jaime, que usou os canais oficiais da Arquidiocese de Natal para convocar os fieis católicos, causou muita polêmica nos grupos de católicos envolvidos no trabalho pastoral e de evangelização.

Muitos acham indevida e inoportuna a manifestação da igreja católica.

E não são poucos os que estranham o fato de o arcebispo não ter se manifestado contra a corrupção desenfreada e nem contra os escândalos dentro da igreja católica, especialmente no caso das denúncias de pedofilia.

Até o papa Francisco se pronunciou. Mas a igreja católica no Rio Grande do Norte manteve-se em silêncio, que perdura até hoje.

Onde andava Dom Jaime para falar da pedofilia na Igreja no mundo e no Brasil? Para falar dos escândalos de corrupção no Vaticano? Para falar literalmente do envolvimento de padres em campanha políticas no RN? Para falar da corrupção generalizada no governo do PT sob o comando de Lula e Dilma?

Com esse tipo de manifestações de caráter político, a Igreja Católica e seu arcebispo perdem terreno, força e representatividade e afasta fiéis praticantes.

Se é para se pronunciar sobre reformas, qual o motivo do silêncio sobre corrupção e pedofilia. São ou não práticas criminosas.

Com a palavra a Igreja Católica no Estado e seus bispos.

Só nao vale ficar em silêncio.

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