quarta-feira, 26 de abril de 2017

Último macho de rinoceronte-branco do norte ganha perfil no Tinder




Parceria entre organização ambiental e aplicativo de relacionamento quer arrecadar US$ 9 milhões para pesquisas sobre técnicas de reprodução assistida para salvar espécie.


(Foto: Divulgação)


"Este é o último macho vivo de rinoceronte-branco do norte. Deslize para a direita para ajudá-lo a encontrar uma parceira", diz o perfil do rinoceronte Sudan no Tinder.

O último macho de rinoceronte-branco do norte do mundo está em busca de uma parceira. Para aumentar as chances de Sudan conseguir se reproduzir, agora seu perfil está no Tinder.


A inclusão do gigante raro no aplicativo de relacionamento faz parte de uma campanha para arrecadar US$ 9 milhões para pesquisas sobre técnicas de reprodução assistida que possam levar a gestações e, em última medida, salvar a espécie atualmente em alto risco de extinção. A iniciativa nasceu de uma parceria entre a organização ambiental OI Pejeta Conservancy, do Quênia, com o Tinder.


Usuários do aplicativo de todo o mundo poderão ver, a partir de hoje, o perfil de Sudan. Se derem "like", receberão informações sobre a campanha e poderão fazer doações para ajudar a preservação da espécie.


O perfil do rinoceronte brinca com o fato de ser um espécime raro. "Sou único. Sério, sou o último macho de rinoceronte-branco no planeta Terra. Não quero me gabar, mas o destino da minha espécie literalmente depende de mim. Tenho uma boa performance sob pressão. Gosto de comer mato e relaxar na lama. Sem problemas, 1,80 de altura e 2 toneladas, se você se importa."


Sudan vive na reserva da organização, no Quênia, ao lado de duas fêmeas, Najin e Fatu. Mas eles não conseguiram procriar pelos métodos tradicionais. Pesquisadores do Grupo Europeu do Rinoceronte-Branco do Norte estão avançando em testes de uma técnica de reprodução assistida conhecida como seleção de óvulos, já aplicada om rinocerontes-brancos do sul. A esperança é conseguir aplicar a técnica com sucesso aos rinocerontes-brancos do norte, por isso a necessidade do financiamento.


“Salvar o rinoceronte-branco do norte é fundamental se quisermos, um dia, reintroduzir a espécie na África Central”, diz Richard Vigne, CEO da OI Pejeta Conservancy. “Eles têm traços genéticos únicos, que os capacitam a viver nesta parte da África. Por último, o desejo de reintroduzir uma população viável do rinoceronte-branco do norte na natureza é onde mora o verdadeiro valor do que será realizado”.


G1

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