terça-feira, 20 de junho de 2017

Funaro cita Temer e relata “comissão” para Geddel e Moreira Franco


Em negociação para acordo de delação premiada, o doleiro Lúcio Funaro, acusado de operar propina para o PMDB, abriu mão do direito de ficar calado em depoimento à Polícia Federal (PF) na semana passada e fez acusações contra o presidente Michel Temer e aliados do Planalto ao citar repasses de comissões para o ex-ministro Geddel Vieira Lima e para o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco.

Funaro contou aos agentes que Temer orientou para que durante a gestão de Fábio Cleto na Caixa Econômica Federal fossem feitas duas operações de liberação de crédito do Fundo de Investimentos do FGTS para as empresas BRVIAs e LLX. Esse processo, segundo o delator, teria gerado “comissões expressivas” no montante de R$ 20 milhões, sendo que a maior parte foi destinada, a pedido de Temer, para a campanha do ex-deputado federal Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo em 2012, filiado à época ao PMDB.

As declarações de Funaro foram anexadas aos autos da Operação Patmos, que investiga Temer. O delator disse ainda que o presidente tinha conhecimento a “respeito da propina sobre o contrato das plataformas entre a Petrobras Internacional e o grupo Odebrecht”. Essa informação, segundo ele, teria sido repassada pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).



Valor Econômico

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu Comentário será exibido em Breve