'Telefones burros': como os celulares sem conexão estão ressurgindo no mundo hiperconectado

Por que as vendas de celulares bem básicos, sem aplicativos e conexão com a internet, estão aumentando.



O telefone Nokia 3310 é um dos aparelhos celulares mais vendidos de todos os tempos: 126 milhões de unidades — Foto: Getty Images via BBC

Robin West tem 17 anos de idade e é uma pessoa diferente das demais — ela não tem um smartphone (telefone inteligente).

Em vez de rolar a tela em aplicativos como TikTok e Instagram o dia inteiro, ela usa o chamado "telefone burro".

São aparelhos celulares básicos, telefones comuns, com funções muito limitadas em comparação, por exemplo, com um iPhone. Tipicamente, você pode apenas fazer e receber ligações e trocar mensagens de texto por SMS. E, se você tiver sorte, poderá ouvir rádio e tirar fotos muito simples, mas certamente não se conectará à internet, nem terá aplicativos.

Esses aparelhos são similares a alguns dos primeiros telefones celulares que as pessoas compravam no final da década de 1990.

A decisão de West de abandonar seu smartphone dois anos atrás foi tomada de impulso. Ela estava procurando um aparelho substituto em uma loja de telefones usados quando foi atraída pelo baixo preço de um telefone do tamanho de um tijolo.




Estes telefones são de 2005 - dois anos antes do lançamento do primeiro iPhone da Apple e 11 anos antes de surgir o TikTok — Foto: Getty Images via BBC


Seu aparelho atual é da empresa francesa MobiWire e custou apenas 8 libras (R$ 51). E, como ele não tem as funcionalidades dos smartphones, ela não precisa se preocupar com contas mensais de acesso à internet com alto valor.

Reposte do G1

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